Design Biofílico: Amor pela vida

Design Biofílico: Amor pela vida

O termo Amor pela Vida perpassa a subjetividade de uma descrição psicológica para ser utilizada na definição de um conjunto de decisões mentais individuais – mind set – na concepção de espaços urbanos e de arquitetura de interiores para o setor corporativo.

Em 1984 o termo Design Biofílico ganhou popularidade ao ser utilizado pelo ecólogo Edward O. Wilson definindo-o como ponto importante na arquitetura, exigindo uma conexão com a natureza, destacando a construção de ambientes harmoniosos que proporcionem ao indivíduo luz natural, energia e inspiração.
Em detrimento da migração das pessoas do campo para grandes centros urbanos nos últimos anos, o isolamento do individuo em seus espaços comerciais elevaram os índices de stress alertando para a queda da produtividade e lucro das empresas.
Estudos comprovam que o nível de bem estar dos funcionários passa por uma revisão do conceito de como organizar os escritórios, intensificando a utilização de elementos puros, sejam eles organismos vivos ou criações que passem a percepção de natureza.
O Brasil, país tropical, rico na diversidade de sua fauna e flora com abundância de paisagens se torna um país facilitador para os profissionais de arquitetura aplicar o Design Biofílico com sucesso. Na impossibilidade de criar panoramas com vista privilegiada, as opções de utilização de estruturas vivas e materiais que remetem à natureza são inúmeras.
Um país solar como o nosso se constitui em destino turístico e os hotéis, shoppings e grandes edificações corporativas internacionais estão inseridas nesta floresta de aço e asfalto, encontrando no Design Biofílico a solução transformadora que proporciona um bem estar coletivo e amplia a reverência da natureza ao construído.
Os espaços orgânicos e vibrantes conquistam uma legião de funcionários que ao se dirigirem ao seu local de trabalho encontram na divisão arquitetônica uma realidade visual que remete, inconscientemente, a uma vida mais saudável. Ter a oportunidade de apreciar da janela de uma sala, o mar, uma lagoa, uma mata, um rio, um logradouro público, um jardim ou uma avenida em que foi pensada sua composição paisagística, eleva o nível de inspiração e consequente engajamento do colaborador.
A cartela de opções da arquitetura de interiores é infinita na utilização de divisórias e paredes vivas com vegetação abundante entremeando corredores e espaços fluídos e contíguos, mobiliário criado a partir de opções de cores vibrantes e materiais com inspiração nos elementos rústicos e nativos, cores solares e texturas que remetem a um ambiente mais natural, fazendo do Design Biofílico uma alternativa de sucesso.
A experiência sensorial que o Design Biofílico constrói em áreas de trabalho e convívio proporciona um vínculo permanente com a natureza, com o silêncio e a biodiversidade, ocasionando um impacto psicológico importante na produtividade e no bem estar do ser humano.
Arlene Lubianca, arquiteta
Diretora Planobase Lubianca Design e Arquitetura